6 filmes que prometeram muito e floparam na estreia nos cinemas

Do hype ao prejuízo: 6 filmes que prometeram muito e floparam nas bilheterias

Nem mesmo um marketing multimilionário ou um elenco repleto de estrelas garantem o sucesso de uma produção em Hollywood. No cinema contemporâneo, criar um hype estrondoso nas redes sociais tornou-se tarefa fácil — o desafio real é converter essa expectativa em ingressos vendidos.
Quando a fórmula falha, o resultado são salas vazias e rombos astronômicos nos cofres dos estúdios. Casos recentes provam que até lendas da indústria, como Tom Cruise, não estão imunes a esse fenômeno.
Reunimos a seguir 6 produções que geraram enormes expectativas, mas acabaram amargando estreias decepcionantes nas telonas.
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1. Digger (2026)

Dirigido pelo premiado Alejandro González Iñárritu, o longa trazia a aposta ousada de colocar Tom Cruise em uma sátira política. Na trama, o astro vive um bilionário cuja corporação causa um desastre ambiental gravíssimo, enquanto ele tenta vender ao público a narrativa de que é o único capaz de salvar o planeta.
O que tinha tudo para consolidar uma nova faceta dramática na carreira de Cruise virou uma das piores dores de cabeça recentes da Warner Bros. Com orçamento estimado em cerca de US$ 180 milhões, Digger estreou com míseros US$ 8 milhões nos EUA e somou apenas US$ 20 milhões mundialmente em sua largada, selando um dos maiores fracassos do estúdio.
* Onde assistir: Atualmente nos cinemas.
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2. Supergirl (2026)

Após o fôlego renovado trazido pelo novo filme do Superman, a Warner tentou expandir o novo universo cinematográfico da DC (DCU) com Supergirl. Protagonizado por Milly Alcock, o título acompanha a jornada intergaláctica de vingança de Kara Zor-El contra o impiedoso Krem (Matthias Schoenaerts).
Apesar do apelo junto aos fãs de quadrinhos, o filme não sustentou o fôlego nas bilheterias. Com custo de produção em torno de US$ 180 milhões, a estreia sequer bateu a marca dos US$ 70 milhões, e a arrecadação global estagnou em discretos US$ 126 milhões, acumulando críticas mistas e prejuízo comercial.
* Onde assistir: Max.
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3. Mickey 17 (2025)

A expectativa era enorme: tratava-se do retorno de Bong Joon-ho à direção após o fenômeno histórico de Parasita (2019). Para completar, o elenco estelar reunia Robert Pattinson, Mark Ruffalo e Toni Collette em uma ficção científica distópica recheada de crítica social e humor ácido.
Baseado na obra de Edward Ashton, o enredo foca em Mickey Barnes (Pattinson), um funcionário descartável enviado para colonizar um novo planeta que renasce em clones sempre que morre. Contudo, a mistura de tons acabou afastando o grande público: o longa arrecadou US$ 19 milhões na estreia doméstica e fechou sua jornada com US$ 133 milhões globais, aquém do necessário para cobrir os quase US$ 120 milhões de orçamento.
* Onde assistir: Max e Netflix.
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4. Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)

O apelo nostálgico nem sempre é garantia de lucro. O retorno de Harrison Ford ao papel do arqueólogo mais emblemático da cultura pop foi um dos eventos mais aguardados do cinema recente, prometendo uma despedida triunfal sob o comando de James Mangold.
Na trama, Indy se junta à afilhada Helena Shaw (Phoebe Waller-Bridge) para impedir que um artefato histórico caia em mãos erradas. Porém, com um orçamento colossal inflado em US$ 300 milhões, a estreia nos Estados Unidos somou apenas US$ 60,4 milhões. A arrecadação total de US$ 384 milhões não foi suficiente para compensar os custos de marketing e produção, tornando-se uma das maiores perdas da Disney no ano.
* Onde assistir: Disney+.
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5. John Carter: Entre Dois Mundos (2012)

Um clássico instantâneo na lista dos maiores desastres financeiros da história do entretenimento. Comandado por Andrew Stanton, o épico de ficção científica da Disney pretendia inaugurar uma franquia gigantesca ao adaptar as aventuras espaciais do veterano de guerra transportado para Marte.
Com um investimento superior a US$ 300 milhões, o filme estreou com desastrosos US$ 30 milhões no mercado norte-americano, totalizando cerca de US$ 284 milhões no mundo inteiro. O prejuízo astronômico forçou o cancelamento imediato de todas as sequências planejadas.
* Onde assistir: Disney+.
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6. Cats (2019)

Fechando a lista, uma das produções mais comentadas — pelos motivos errados — da última década. A adaptação do clássico musical da Broadway contou com direção de Tom Hooper e estrelas de peso, como Taylor Swift, Idris Elba e Judi Dench.
Contudo, a escolha do polêmico CGI para criar “gatos humanos” gerou estranhamento imediato e virou piada nas redes. O resultado nas bilheterias refletiu a recepção fria: apenas US$ 6,6 milhões arrecadados na estreia norte-americana e um total de US$ 78 milhões mundiais para um custo de US$ 100 milhões, além do estigma de um dos maiores desastres visuais do cinema contemporâneo.
* Onde assistir: Disponível para compra ou aluguel digital (Prime Video, Apple TV e Google Play).
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