8 polêmicas mais estranhas da história da Nintendo

Amargo, processos e motéis: as 8 polêmicas mais bizarras da história da Nintendo

Conhecida hoje por suas franquias consagradas e pelo foco em experiências familiares, a Nintendo nem sempre teve essa postura tão controlada. Em mais de 130 anos de existência, a gigante japonesa passou por fases caóticas e colecionou decisões no mínimo excêntricas.
Enquanto suas concorrentes diretas focam na disputa por poder de processamento, a “Big N” sempre preferiu seguir suas próprias regras — mesmo quando isso resultou em desastres de relações públicas ou processos milionários.
Relembre a seguir os 8 momentos mais estranhos e controversos da trajetória da empresa:
—

8. Motéis, táxis e comida instantânea

Antes de revolucionar a indústria dos games, a Nintendo era uma tradicional fabricante de baralhos. Em crise na década de 1960, a companhia tentou diversificar suas operações de forma agressiva.
Entre as iniciativas, a empresa abriu um love hotel (motel) em Kyoto, operou uma frota de táxis e chegou a vender arroz instantâneo. Nenhuma das empreitadas decolou, fazendo a marca pivotar para o setor de brinquedos e entretenimento eletrônico.

7. Donkey Kong quase processado por plágio

Nos anos 1980, a Universal Studios processou a Nintendo alegando que Donkey Kong era uma cópia descarada do clássico King Kong. Para liderar a defesa, a Big N contratou o advogado John Kirby.
Kirby revirou arquivos antigos e descobriu que a própria Universal já havia argumentado, em um processo anterior, que o gorila gigante estava em domínio público. A vitória no tribunal foi acachapante e, em agradecimento, a Nintendo batizou sua icônica bolota rosa com o sobrenome do defensor.

6. O “suor” cinza de Mortal Kombat

Durante a clássica guerra de consoles dos anos 1990, a Nintendo precisava de Mortal Kombat no Super Nintendo, mas temia manchar sua imagem familiar com o sangue do jogo.
A solução adotada foi substituir todo o sangue vermelho por um líquido cinza, alegando oficialmente que se tratava de “suor”. Do outro lado, o Mega Drive da SEGA permitia desbloquear o sangue original via código, vencendo a disputa em vendas e forçando a indústria a criar os primeiros sistemas formais de classificação indicativa.

5. O recall de luvas por causa de Mario Party

O primeiro Mario Party (1999), lançado para o Nintendo 64, trazia minigames que exigiam girar o analógico o mais rápido possível. Como o controle tinha uma pegada rígida, jogadores começaram a usar a palma da mão para ganhar velocidade, resultando em bolhas, queimaduras graves por fricção e lesões musculares.
O caso foi parar na Procuradoria-Geral de Nova York. Para evitar uma condenação ainda maior, a Nintendo fechou um acordo e gastou cerca de US$ 80 milhões para fornecer luvas acolchoadas gratuitas a qualquer usuário que solicitasse.

4. O Wii e a onda de televisores quebrados

O lançamento do Nintendo Wii em 2006 foi um fenômeno mundial, mas trouxe uma dor de cabeça cara para a empresa. Ao jogarem Wii Sports, muitos usuários soltavam os controles acidentalmente durante movimentos bruscos de tênis ou boliche, quebrando a tela de centenas de televisores.
Diante de ameaças de processos coletivos, a Nintendo precisou realizar um recall massivo, trocando as alças de pulso por tiras reforçadas e distribuindo capas protetoras de silicone para todos os jogadores.

3. A revolta do PETA contra a roupa de guaxinim

Em 2011, com o lançamento de Super Mario 3D Land, a organização de defesa dos animais PETA criou uma campanha agressiva contra o clássico “Tanooki Suit”, alegando que o personagem incentivava a caça e o uso de peles reais.
A ONG chegou a publicar um jogo em flash violento chamado Mario Kills Tanooki. A Nintendo teve que vir a público emitir um comunicado oficial, reforçando que as transformações do encanador eram puramente lúdicas e sem ligação com qualquer prática real de caça.

2. O sabor amargo proposital dos cartuchos de Switch

Quando o Nintendo Switch chegou ao mercado em 2017, a empresa adotou uma medida preventiva incomum: aplicou benzoato de denatônio — uma das substâncias mais amargas conhecidas — na superfície dos pequenos cartuchos para evitar que bebês ou animais de estimação os engolissem.
O efeito prático foi imediato, mas com uma reviravolta bizarra. A informação vazou e rapidamente se transformou em uma trend global nas redes sociais, com streamers e criadores de conteúdo do mundo todo lambendo mídias físicas em transmissões ao vivo.

1. A febre incontrolável de Bowsette

Ao anunciar New Super Mario Bros. U Deluxe em 2018, a Nintendo revelou o item “Super Crown”, que transformava a personagem Toadette na Peachette. Em questão de horas, um ilustrador publicou uma tirinha onde Bowser usava o acessório e virava uma versão feminina do vilão: nascia a “Bowsette”.
A internet foi tomada por milhares de fanarts e o assunto liderou as tendências globais por semanas. O impacto foi tão grande que a Big N precisou intervir formalmente: na descrição oficial do item dentro do jogo, adicionou uma nota deixando claro que apenas Toadette poderia usar a coroa.
—
Quer ficar por dentro de mais curiosidades da indústria dos games, novidades do mundo da tecnologia e as melhores promoções do momento? [Acesse o nosso Canal oficial no Telegram](https://t.me/vitrinedochacal) e não perca nada!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima