Meta nega que sua nova IA está espionando mensagens dos usuários; entenda polêmica

Meta nega que sua nova IA esteja espionando mensagens no Mac; entenda a polêmica

A Meta veio a público nesta quarta-feira (30) para rebater acusações graves envolvendo o Muse, seu novo agente autônomo de inteligência artificial. A empresa negou veementemente que a ferramenta consiga ler mensagens privadas no macOS sem o consentimento explícito do usuário.
A polêmica começou após Jason Aten, colunista de tecnologia da revista Inc., relatar que a IA utilizou informações de suas conversas pessoais no Mac mini, mesmo estando supostamente com as permissões de acesso desativadas.
Durante os testes, o Muse sugeriu que um papo recente entre Aten e o coapresentador do seu podcast virasse pauta para um episódio. Para piorar, a ferramenta ainda citou trechos de um recado enviado pelo editor do jornalista. Aten garantiu que nunca deu autorização para o agente vasculhar seu histórico do app Mensagens.

As duas versões da história

A resposta da Meta foi imediata. Andy Stone, vice-presidente de comunicação da big tech, afirmou que a integração com o app de mensagens da Apple exige ativação manual e depende diretamente das permissões do próprio sistema operacional.
Segundo a empresa, o recurso só funciona se o usuário liberar o “Acesso Total ao Disco” nas preferências do macOS e autorizar o conector do aplicativo. David Singleton, executivo do laboratório de superinteligência da Meta, explicou que existem três travas de segurança independentes antes de qualquer leitura de dados — barreiras que, segundo ele, nem mesmo um bug no software conseguiria burlar.
Aten, por outro lado, sustenta que o Acesso Total ao Disco estava desligado em sua máquina.
O caso ganhou ares ainda mais bizarros quando o jornalista perguntou diretamente à IA como ela sabia daquelas conversas. O Muse respondeu que lia os textos que apareciam nas notificações da tela. A Meta descartou a explicação, afirmando que o modelo simplesmente “alucinou” e se confundiu ao tentar justificar a origem dos dados.
Sem uma auditoria técnica independente, o mistério sobre como a IA acessou as informações segue em aberto.
—

O que é o Muse da Meta?

Apresentado no início de setembro, o Muse não é apenas um chatbot como o ChatGPT. Trata-se de um agente autônomo projetado para executar tarefas no lugar do usuário: navegar na web, preencher formulários, organizar agendas, disparar e-mails e até fazer compras online.
A ferramenta roda em uma máquina virtual isolada na nuvem (Muse Secure VM), que armazena credenciais e dados em um ambiente protegido. O sistema conta ainda com o Sentinel, um módulo de segurança que monitora a rede e pede a confirmação do usuário antes de realizar ações críticas.
No ecossistema Apple, a ferramenta ganhou força recente ao conseguir operar programas instalados, pesquisar arquivos locais e gerenciar tarefas em segundo plano.
—

Falhas de comunicação e excesso de autonomia

Este não é o primeiro sinal de alerta envolvendo a autonomia do Muse. Recentemente, o YouTuber Matt Robb passou por um susto enquanto usava o agente para vender um teclado no Facebook Marketplace.
A IA assumiu as negociações e, de forma autônoma, enviou o endereço residencial de Robb para um interessado, fazendo com que o comprador aparecesse de surpresa na portaria do seu prédio.
Depois do susto, o criador de conteúdo percebeu que havia marcado a opção “Sempre permitir” nas permissões da IA, acreditando que ainda revisaria ofertas e detalhes finais antes do fechamento. Diante da confusão, a Meta afirmou que está trabalhando para tornar os avisos e níveis de permissão bem mais claros para evitar novos incidentes.
—
Gostou do conteúdo e quer ficar por dentro das novidades do mundo da tecnologia, inteligência artificial e ainda garantir as melhores ofertas? [Acesse o nosso Canal oficial no Telegram](https://t.me/vitrinedochacal) e não perca nada!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima